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sábado, 22 de agosto de 2009

Fim


A cara de Minas pronta
A menina sempre apronta
Tiradentes pendurado
Seu passado apagado

O sol nasce no leste
É verão em Budapeste
O oeste o faz morrer
E de novo ele vai nascer

Na subida da montanha
Tem frio que vai e vem
As caras de gozo e alegria
Do samba, do jazz, da bateria

É Carnaval no Brasil
E ano novo no Japão
O mundo é uma confusão
Só resolve no fuzil

Rouba o ouro
O ouro de Tiradentes
Deixa ele viver
Vamos ver o que vai ser

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Andança


Ando pelas ruas e vejo caminhões

Ando pelas calçadas e vejo crianças

Ando nos telhados e vejo ladrões

Ando nas esquinas e vejo a vizinhança


Passo pelo escuro e ascendo uma luz

Passo pelo canto e me sinto espremida

Passo pela quaresma e faço sacrifício

Passo pelo carnaval e volto a ser mortal


Sinto o cheiro de comida e perco a fome

Sinto seu cheiro e sinto nostalgia

Sinto calor, isso é normal

Sinto tristeza, mas não choro todo dia


Pego a caneta e o violão

Pego no ar pensamentos vãos

Pego a paciência e a coloco no papel

Pego pra ler literatura de cordel


Minha carne tem pecados

Meu caminho também

Minha voz às vezes falha

Meu sorriso também.

domingo, 16 de agosto de 2009

Minha poesia



Acho que posso te chamar de cifra perdida num refrão que já foi pensado
Sinto sim sua falta, mas a última vez que te vi foi no ano passado
Quero sim te ver, mas não sinto mais desejo
Se ainda existir, espero que se lembre do meu beijo

Um dia foi assim
Você esteve tão perto de mim
Hoje só restou a saudade
Confesso que já não me desperta mais vontade

Meu amor já foi seu
Hoje ele morreu
Escrevo um poema
Mas nem lembro seu nome
Escrevo apenas pela fome

Fome de poesia
Poesia que você também fazia
Mas você se perdeu num refrão que não tem fim
E fica perturbando meus pensamentos
Tirando partido de mim

Escrevo na esperança que o papel faça o papel de te levar pra bem longe daqui
Deixar de me perturbar
Perturbar minha poesia
É só isso que terei um dia
E mais nada
Apenas minha poesia