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domingo, 7 de junho de 2009

Ser ou não ser? Eis a questão!


Hipocrisia, segundo o dicionário de língua portuguesa. Hipocrisia sf. Vício de demonstrar ter uma virtude ou um sentimento que não se tem: fingimento, simulação – O colega de trabalho se dizia meu amigo, mas era pura hipocrisia.
Hipócrita amf. Em que existe hipocrisia: falso, fingido – Um homem hipócrita, uma amizade hipócrita.
Sinto muito gozo ao poder revelar que o ser humano é completamente hipócrita, mas se disso você não sabia, o que você pode me falar sobre seus conhecimentos? Limitados, ou você é cego. Esses sorrisos amarelos que se dão de manhã, esses abraços largos seguidos de beijos na face, esse “oi, tudo bem?” que se dão sem ao menos esperar resposta, essas amizades circundadas de conversinhas ocultas entre seus próprios membros “ Fulano é amigo de Sicrano, porém, Sicrano sempre fala (MAL) de Fulano. Vice-Versa”.
Não há o que eu odeie mais que essa necessidade de demonstrar sentir o que não se sente. Se não sente amor, carinho ou afeto; não o force. Quantos relacionamentos existem cheios de hipocrisia? Quantas vezes você já forçou um sorriso? Não que eu não o seja ou que o seja, porém, eu o detesto. Todas as relações inter-humanas estão cheias da mais pura e excitante hipocrisia, aquela que está enraizada e é passada de geração em geração, aquela que diz: “- Mesmo que odeie uma pessoa, dê-lhe um sorriso”. Não precisa tratá-la bem, é só não tratar. Pronto! Não precisa rir ou abraçar, é só evitar o contato, evitar qualquer aproximação, se não o faz é por que a situação o agrada, ai o problema já está em uma dimensão inimaginável, por que você já não estará sendo hipócrita, você estará sendo muito mais que hipócrita. Você estará sendo medíocre.
E cá pra nós quer um ser mais hipócrita que político? Desculpe-me mais uma vez por demonstrar uma satisfação imensa em falar desse assunto, mas é a mais pura verdade, eles se mostram hiper preocupados com a sociedade, em como vamos mudar o mundo dentro de nossas próprias cuecas (você se lembra dessa palavra?), em dar precisão do tempo em que farão as coisas, de como a bolsa família (miséria) foi misteriosamente deturpada, ou ainda de como farão para pagarem as passagens aéreas internacionais de suas belíssimas, estruturadas, e ricas famílias e de seus afilhados, empregados, avós, tios, sobrinhos, vizinhos e animais de estimação. Está obvio o quão solidários e preocupados estão eles?
Mas a alegria das pessoas é serem enganadas, passadas para trás, pisadas e humilhadas a cada vez que estas tentam mudanças, sinto muito, mas é a mais pura verdade. A sociedade vive de esperança, essa que já devia ter morrido há tempos, está aqui ainda fazendo sabe-se lá Deus o que. Aliás, tenho um palpite, ela está aqui ainda pra rir da cara dos desajeitados que se apegam a “santa esperança”, esperança de o mundo um dia virar um paraíso, de o planeta parar de esquentar, por que afinal de contas nada temos com isso, não é mesmo? Esperança de um dia ver os filhos respeitando os pais sem respeitarem as mudanças impostas pela sociedade. Que mundinho mais século passado!
Infelizmente tudo isso me deixa com dor de barriga, mas não pense que é por causa dos conservantes que hoje são colocados nos enlatados. Não. É de tanto rir mesmo, afinal de contas meus caros, rir ainda é o melhor remédio ou a pior doença.

3 comentários:

  1. muito foda o texto.
    concordo sobre o apego nessa falsa esperança que o mundo vai sarar.
    na verdade o mundo é uma beleza... o problema é quem vive nele.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. só rindo mesmo...é a vida!
    obrigado pela visita lá no meu blog e parabéns pelos textos. Infelizmente, ou felizmente...rsrsrs tô tirando uma folguinha (até dia 01/08)para preparar novos posts.
    Valeu.
    www.blogdomedeia.blogspot.com

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