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terça-feira, 28 de junho de 2011

"Dublin:Tão frio e tão mágico."




Os valores mudam de acordo com a localização geográfica, hoje pertenço a parte acima da Linha do Equador, meus valores continuam os mesmos, porém acrescentei os da região aos meus costumes.




Lembro-me quando minha mãe me dizia pra eu me cuidar, hoje sinto falta dos cuidados dela, vejo a diferença de ser por mim e ter por mim alguém, alguém que se preocupa, que cuida e que quer bem, tenho muitos assim, porém abaixo da Linha do Equador.




Moro em um lugar frio, onde o índice de suícidio é espantoso, conheci lugares incríveis, e me pergunto, tanto a explorar, tanta beleza natural e criada, tanta gente com força para o trabalho e tanta preguiça de viver... Por quê?




Bem... Queria contar um pouco sobre Dublin aos meus amigos, tão poucas notícias eu os envio. Cheguei à Dublin aos 6 de Maio de 2011, desde então residi em 3 regiões diferentes desta cidade, Dublin 11 foi a primeira, morei com outras 18 pessoas, dividia quarto com uma mulher bastante simpática, tem ela seus 35 anos, trabalhadora, esforçada, sorridente, um doce. Depois fui ter com um rapaz bem falante - em Dublin 1, Centro - não que seja relevante este fato, mas ele é gay, bem expansivo, falador, geminiano, como ele adora se intitular, não nos demos muito bem, pois como ele gosta de explicar, sou escorpianina. Não importa! Hoje, Nômade, Resido em Dublin 3, área muito boa, lugar tranquilo, moro com mais 3 pessoas, um inclusive está no Brasil, retorna à Dublin daqui 2 semanas. Divido quarto com uma menina que de tão doce chama-se Clara, Clarinha como costumo chamá-la, fui muito bem recebida e sempre depois de uma viajem desejo retornar à minha casa e essa casa é Dublin 3.




Estive em Edimburgo com uma amiga que fiz e não quero perder, Thaís que no Marrocos é o nome de um bixinho bem engraçado, Thaís esteve comigo em duas viajens incríveis, e se tornou uma amiga bery, bery, bery special... Ela com seus 26 anos bem vividos, viajados e planejados é arquiteta e procura no mundo imagens que jamais possa sair de sua cabeça, acredita em Fadas e Duendes, Energia, Vida, Deus. Um doce de menina/mulher. Adoro queimar horas conversando com ela, que sonha normal, mas vive muito, se preocupa com o que passa na cabeça das outras pessoas, se preocupa em estar bem e fazer as pessoas se sentirem bem. Voltamos ontem (Segunda, 27 de Junho), de Oslo, Noruega. Nos divertimos muito, conhecemos a educação norueguesa e a noite também, temos planos para um mochilão na Europa Leste no próximo mês, mas logo ao fim desta viajem Thaís retornará ao Brasil... Fará bastante falta, ela e sua dancinha da alegria.




Conheci a Ju e a Tathi, hoje elas moram juntas em Dublin 7, são minhas amigas de todo tempo também, nenhuma delas tem idades próximas à minha, mas eu percebi que idade não tem importância, todos somos diferentes dentro do nosso espaço e tempo, temos de aprender a lhe-dar com as divergências, sempre que estamos juntas nos divertimos horrores, até com a minha TPM elas lidam bem... Bem, é isso, ao longo do tempo vou me adaptando melhor, não vai demorar, já estou bem melhor que o dia da minha chegada à Dublin.




Como diz o sonho de Thaís, nós podemos viver em uma bolha ou em um relógio, se escolhermos viver na bolha, nós podemos parar e o mundo irá continuar acontecendo fora dela, mas se escolhermos viver em um relógio, nós devemos nos ajudar, pois se um ponteiro estragar o relógio pára a diferença é que da mesma forma a vida continua acontecendo, mas de uma forma atrasada, não funcional.




Obrigada à todos que passaram na minha vida e principalmente à todos que vivem meu dia-a-dia comigo, neste país frio e cinza, que me assistem crescer e melhorar a cada dia.








quarta-feira, 26 de maio de 2010

Devolvam-me à mim


Joguei, um dia, uma moeda num lago qualquer, pensando ser o da sorte, fiz um pedido e me perdi, rezei, senti, chorei por nunca ter chorado antes com tanta emoção.
Peguei, um dia, uma gripe na alma, e sem entender tomei até analsésico e me resguardei, como dói. Estava logo ali, a cura, talvez, pros males que senti.
Tenho sentido ultimamente coisas tão estranhas, meio luz, meio sombra, cor, som, movimentos, arrepio! Não sei mais quem sou, às vezes penso não ser ninguém, talvez por ter me escondido por detrás de tantas coisas que me deram nome, não sou mais Glenda, sou hoje, Glenda de algum lugar ou de alguém, tenho nome, sobrenome e apelido. Acho que preciso de mim, mas coisas mau resolvidas me fazem retroceder, não sei explicar, tenho um desejo, mas ninguém consegue entender, me quero de volta, devolvam à mim eu mesma, me ame, deixe que eu seja tudo pra alguém, eu também amo, também choro, dou ridasa, rezo e desprezo a pena a dó.
Olhe pra mim Amor infiel, olhe como o amo e como o quero. Me queira amor infiel,me abrace, me sinta, te quero aqui, perto de mim. As vezes parece ácido, mas é doce, tanto quanto o mel das abelhas do Nepal, é sal, é fruto que se come vivo, tirado do pé nos pomares da minha infância, distância, calor, sabor.
NÃO se esconda de mim, por favor!

De novo a Hipocrisia


Em algum momento da minha vida, ai em baixo (podem procurar), escrevi algo sobre hipocrisia, defini segundo o Aurélio (pai dos burros?), com tudo que tinha direito e mais, QUE PENA!
É tão complexo o relacionamento entre as pessoas. Como se magoam e como gozam por isso, elas detestam a verdade, por que se revoltam tanto com isso? A resposta não está na definição do diconário ou em qualquer lugar teorico. Creio que as pessoas têm a necessidade, quase que fisiológica, de serem traídas, enganadas, passadas para atrás; não entendo, eu juro!
Estive conversando outro dia sobre a finalidade da vida, algumas pessoas, inconscientemente, devem pensar que a finalidade da vida é colecionar decepções, agora me explica, parece paradoxal, todos enchem a boca para dizer que o que mais querem é serem felizes. A hipocrisia está ai, todos gozam com a tristeza, com a angústia, com a merda da insatisfação. O que há com a humanidade? Está doente, está em crise!
Por que dizer a verdade é tão dificil e aceitá-la é pior ainda? Já percebeu como até você, é, você mesmo, ai sentado, lendo meu blog, tanta a todo custo dar uma floreadinha na verdade? Juro não entender o por que da seguinte situação: " Fulano falou que Ciclano disse, que Beltrano viu o Joãozinho roubar um pão." Mas ninguém pode comentar isso, é segredo. Risos. Todo mundo sabe, inclusive o Joãozinho, mas ninguém ousa comentar, e daí? Se for mentira tudo bem, se revolte, mas se for verdade você terá um bom motivo pra pensar em uma desculpa plausível o suficiente pra limpar sua barra. Como o mundo é hipócrita!
Ah! Como dói... Me perdoem, aliás, que Deus me perdoe. Amém!



Sinestesia



Fim do dia ou a melancolia?

Passo por entre pedras e folhas
Sem fazer barulho,
Me orgulho!
Sou fruto andante, porém, não obstante
Da correria e do caos, me embrulho
Em papéis e e rosas, gritante
Passo por entre casas e arbustos.
Sou simples, sou flor de laranjeira
Tem beleza e também cheira
Parece comum, mas não o ano todo
Rego e me recolho.
Não tem graça depois que passa
Dou risada de pilastra
Escultura ou monumento
Que perde a graça com o tempo
Se observo não entendo,
Se entendo não me prendo
Filosofia barata é o que me vendem
não tem lógica
Se é que me entendem!
Se devoro, não mastigo
Se mastigo, jogo fora
O sabor não tem beleza
Fim do dia ou a tristeza?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mais uma dose de mim


Se quer saber
Amo mesmo você
Voltei a beber, fumar e dançar
A minha vida não vai esperar

Quando brilho da noite me chamar
Diga a ele que não vou me atrasar
Se quiser venha comigo
Entre nessa carnificina

A noite vai ser boa
Têm homens, mulheres
Álcool e cocaína
Meninos, meninas
E um pouco de poesia

Não se espante, por que sou assim
Só não gosto que tirem partido
Tirem partido de mim

Vamos, saia comigo
Não me provoque assim
A noite ‘ta’ boa
Beba mais uma dose de mim.

Baby,
Beba, beba mais uma dose de mim

sábado, 22 de agosto de 2009

Fim


A cara de Minas pronta
A menina sempre apronta
Tiradentes pendurado
Seu passado apagado

O sol nasce no leste
É verão em Budapeste
O oeste o faz morrer
E de novo ele vai nascer

Na subida da montanha
Tem frio que vai e vem
As caras de gozo e alegria
Do samba, do jazz, da bateria

É Carnaval no Brasil
E ano novo no Japão
O mundo é uma confusão
Só resolve no fuzil

Rouba o ouro
O ouro de Tiradentes
Deixa ele viver
Vamos ver o que vai ser

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Andança


Ando pelas ruas e vejo caminhões

Ando pelas calçadas e vejo crianças

Ando nos telhados e vejo ladrões

Ando nas esquinas e vejo a vizinhança


Passo pelo escuro e ascendo uma luz

Passo pelo canto e me sinto espremida

Passo pela quaresma e faço sacrifício

Passo pelo carnaval e volto a ser mortal


Sinto o cheiro de comida e perco a fome

Sinto seu cheiro e sinto nostalgia

Sinto calor, isso é normal

Sinto tristeza, mas não choro todo dia


Pego a caneta e o violão

Pego no ar pensamentos vãos

Pego a paciência e a coloco no papel

Pego pra ler literatura de cordel


Minha carne tem pecados

Meu caminho também

Minha voz às vezes falha

Meu sorriso também.